Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha e hospital buscam qualificar fluxos de internações de alta complexidade

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Com o objetivo de qualificar os fluxos de internações de alta complexidade em hospitais fora do município e determinar as competências de cada parte envolvida, o prefeito Daiçon Maciel da Silva participou de um encontro na manhã desta segunda-feira, no hospital Santo Antônio/Santa Casa de Misericórdia.

Na reunião com o juiz Felipe Roberto Patopoli e com a promotora Graziela Veleda, representantes dos municípios de Santo Antônio da Patrulha, do Caraá e do hospital debateram uma maneira para tornar mais eficaz o processo de cumprimento de liminar para internações, através da regulação hospitalar, ou seja, que são de competência do Estado.

O secretário municipal da Saúde, Joy Silva disse que é importante que o poder judiciário tenha asinformações necessárias sobre a situação do paciente por parte do médico responsável,  até mesmo para determinar a urgência do cumprimento da ordem. “Muitas vezes, mesmo com ordem judicial as internações demoram mais do que deveriam, em virtude do desencontro de informações. O que propomos é que esta comunicação seja efetivada”, explicou.

A proposta foi acordada entre as partes envolvidas. Participaram da reunião a Procuradora Geral do Município interina, Margere Oliveira, o prefeito do Caraá, Nei Pereira dos Santos, o Procurador, Tissiano Jobim e o secretário de Saúde daquele município, Edemir Lhul e o gerente hospitalar Maurício Fogaça, bem como, a diretora técnica do hospital, Dra. Márcia Muller.

Regulação Hospitalar – Como funciona?

(fonte: Secretaria Estadual da Saúde)

No RS, a Secretaria Estadual da Saúde realiza a regulação do acesso aos leitos de UTI Neonatal, Pediátrico e Adulto por meio de uma central no Complexo Estadual Regulador. A central recebe a solicitação de uma vaga de UTI a partir do médico assistente de hospital que não possui leitos de terapia intensiva ou não dispõe de vaga no momento. A equipe médica da central classifica o risco, através de informações sobre as condições clínicas, exames complementares e diagnóstico médico, e procura, na rede do SUS, pelo serviço que atenda as necessidades do paciente. Identificada a vaga, o leito é reservado e disponibilizado ao hospital solicitante.

A regulação do acesso a leitos cirúrgicos ainda está sendo estruturada pelo Estado. Atualmente, é realizada diretamente pelos serviços de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde (SMS), com auxílio das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) e de centrais de leitos municipais de cidades polo para esse tipo de atendimento. Quando um paciente do SUS recebe o encaminhamento da necessidade de cirurgia, a SMS ou o próprio serviço onde esta necessidade foi constatada procura pelo leito junto ao hospital que é referência para o atendimento, seja pela proximidade geográfica ou pela especialidade.

 

ASC

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