O mês de outubro marca a conclusão do primeiro ano de funcionamento da coleta seletiva de lixo em Imbé. Ainda com números muito aquém do ideal, o serviço apresenta boa aceitação junto à comunidade e espera aumentar cada vez mais a conscientização sobre a importância da separação e destinação correta dos resíduos recicláveis.
Nos primeiros 12 meses de atuação na cidade, a coleta seletiva recolheu 250 toneladas de lixo considerado reciclável, como plástico, metal, papel e vidro. O número representa apenas 5% de todo o resíduo recolhido pelos caminhões contratados pelo município. O que evidencia, na opinião da secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Pesca, Proteção Animal e Agricultura (SEMMAPA), a necessidade de uma maior conscientização da população sobre a importância da separação correta do lixo. “O primeiro ano foi uma experiência, um processo de implantação. A partir de agora, com a consolidação da coleta seletiva, vamos incentivar ainda mais moradores e veranistas para que façam a separação correta e façam parte deste trabalho importante ao meio ambiente”, avalia Nélida Pereira.
Ela ainda lembra que o aproveitamento do lixo orgânico também é importante. As sobras não adequadas ao consumo, como cascas de ovos, frutas estragadas e borra de café, podem ir para a compostagem, gerando uma poderosa fonte de nutrientes para jardins, hortas, vasos e floreiras. “O processo é bastante simples e pode ser feito em casa, beneficiando o próprio morador, a cidade e o meio ambiente, pois diminui drasticamente a quantidade de lixo enviado aos aterros”, recomenda. “Outros resíduos, como erva de chimarrão, restos de cortes e palha, também podem se transformar em composto orgânico”, complementa a secretária-adjunta.
O prefeito Ique Vedovato explica que todo o resíduo gerado no município é encaminhado à Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos Urbanos da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), em Tramandaí. No transbordo, o resíduo é triado pelas três cooperativas de reciclagem que atuam na área. O rejeito é pesado e transferido para carretas com capacidade de até 65m³, que seguem para o aterro sanitário da CRVR em Minas do Leão, a quase 200 km de Imbé. “Quanto mais nós investirmos em conscientização, diminuirmos o consumo, reutilizarmos e reciclarmos os itens, mais renda estaremos gerando para nossa região e menos peso estaremos enviando para Minas do Leão, o que automaticamente vai gerar economia aos cofres públicos e colaboração com a sustentabilidade do ambiente como um todo”, avalia o chefe do Executivo.
Sobre a coleta seletiva em Imbé:




A empresa responsável pela coleta atua diariamente atendendo um cronograma por bairros, conforme o cronograma abaixo:







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