Secretaria da Saúde e Exército entregam 35 mil medicamentos do kit intubação a 51 hospitais do RS

A Secretaria da Saúde (SES) e o Exército iniciaram a entrega, na manhã desta terça-feira (16/3), de cerca de 35 mil anestésicos e bloqueadores neuromusculares para 51 hospitais em 45 cidades no Rio Grande do Sul. Os medicamentos fazem parte do chamado kit intubação, utilizados para intubar pacientes com dificuldade de respirar em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e fundamentais para a assistência de casos graves de Covid-19.

A responsabilidade pela compra desses medicamentos é dos hospitais, não fazendo parte da rotina da Assistência Farmacêutica do Estado. No entanto, frente à dificuldade de aquisição em nível nacional e ao aumento da demanda, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante esta semana, serão distribuídos mais 21 mil medicamentos à rede hospitalar gaúcha.

“Diante da ameaça de desabastecimento desses insumos agora em março, precisamos mais uma vez auxiliar os hospitais para garantir a continuidade do atendimento dos pacientes Covid”, explicou o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SES, Roberto Eduardo Schneiders.

De acordo com a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES, Lisiane Fagundes, não houve nenhuma situação de desabastecimento dos medicamentos no Rio Grande do Sul, mas alguns hospitais chegaram a ter um estoque crítico. São esses que tiveram preferência na distribuição.

ESTEIO, RS, BRASIL, 16/03/2021 - O governo do Estado e o Exército Brasileiro iniciaram a entrega, na manhã desta terça-feira (16), de cerca de 35 mil medicamentos anestésicos e bloqueadores neuromusculares para 51 hospitais, em 45 cidades no Rio Grande do
Lotes enviados contêm Epinefrina, adquirida pelo governo do RS, e Atracúrio e Propofol, enviados pelo Ministério da Saúde – Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Estão sendo entregues Epinefrina (adquirida pelo governo do Estado), Atracúrio e Propofol (enviados pelo Ministério da Saúde). Como a quantidade enviada pelo ministério ainda não contempla toda a necessidade dos hospitais, há previsão de abertura na próxima semana de um pregão eletrônico do governo do Estado para a compra de mais insumos.

A SES realiza um levantamento semanal com os hospitais gaúchos do estoque de um total de 22 medicamentos utilizados para a intubação em UTIs. A ação visa ao acompanhamento da quantidade deles na rede hospitalar pública, que já sofreu com escassez em julho do ano passado, também em decorrência da pandemia de Covid-19. Na época, foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional.

Distribuição

A logística de entrega foi realizada pelo Exército, por meio do Comando Militar do Sul. Oito veículos saíram do 3º Batalhão de Suprimento, em Nova Santa Rita, na manhã desta terça-feira (16/3), cada um com uma rota diferente. Juntos, rodarão até quarta-feira (17/3) um total de 6 mil quilômetros para contemplar todos os hospitais que necessitam dos produtos.

“Essa é nossa missão, nesse momento de dificuldade: levar esperança onde há medo”, falou o tenente-coronel Maurício Gröhs, coordenador da operação. “É uma honra participar dessa operação e contribuir, um pouco que seja, para minimizar o sofrimento dos pacientes e auxiliar a população gaúcha”, completou a 1ª tenente farmacêutica Shyelana de Almeida.

Fundação de Saúde Pública São Camilo

Um dos primeiros hospitais a receber a remessa de medicamentos foi a Fundação de Saúde Pública São Camilo, em Esteio, onde há 26 leitos de UTI, sendo 18 específicos para pacientes Covid. “Esses remédios são fundamentais para o atendimento dos pacientes que precisam de ventilação mecânica. Estávamos no limite do nosso estoque, tentando comprar com diversos fornecedores, mas há grande dificuldade em encontrar. Com a quantidade que chegou e a demanda crescente, teremos um fôlego no atendimento”, relatou o diretor-geral da instituição, Adriano Coutinho.

“Todos os dias são tensos e de angústia. Nos últimos dias, a maior preocupação era ver os estoques de anestésicos sendo reduzido, com muita dificuldade de compra no setor privado, seja por falta realmente do insumo ou por prazos muito longos. Precisamos continuar prestando o melhor serviço no nosso hospital”, acrescentou o prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal.

Texto: Marília Bissigo/Ascom SES
Edição: Vitor Necchi/Secom

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